Setembro amarelo
Sua vida vale mais

Figura 1Setembro
Amarelo: FGV promove evento pela valorização da vida | Portal FGV
Os impactos da pandemia de COVID-19 na saúde mental podem
apresentar desde reações normais e esperadas de estresse agudo por conta das
adaptações à nova rotina, até agravos mais profundos no sofrimento psíquico.
Tendo em vista as estatísticas que apontam o aumento dos casos de tentativas e
suicídios após eventos extremos, identifica-se como fundamental o desenvolvimento
de estratégias de prevenção, acompanhamento e posvenção, visando o bem-estar da
população
O contexto da pandemia COVID-19 associado ao isolamento, as
incertezas, ao medo de perder entes queridos e a recessão econômica podem
tornar vulneráveis crianças, adolescentes e suas famílias (GOLBERSTEIN, et al.,
2019)
Este cenário tende a agravar o sofrimento e
consequentemente os problemas de saúde mental, em especial a depressão e
ansiedade, aumentando o risco do comportamento suicida.
Cabe lembrar que o suicídio é um fenômeno complexo e
multifatorial e o possível aumento no seu número de casos, em uma situação de
pandemia, pode estar relacionado a diferentes fatores como: medo, isolamento,
solidão, desesperança, acesso reduzido a suporte comunitário e religioso/espiritual,
dificuldade de acesso ao tratamento em saúde mental, doenças e problemas de
saúde, suicídios de familiares, conhecidos ou profissionais de saúde (Reger,
Stanley & Joiner, 2020). De forma geral, podemos entender que se a presença
de um transtorno mental é identificada como um importante risco para o
suicídio, o agravamento de seus sintomas em vigência da pandemia se configura
como um risco ainda maior. Estressores financeiros e outros precipitadores de
suicídio, como aumento do uso de álcool e outras drogas e violência doméstica,
também tendem a se elevar neste momento de pandemia (GUNNELL et al., 2020)
Considerado um dos tipos de mortes violentas mais incidentes no mundo, o suicídio configura-se como um ato deliberado, executado pelo próprio indivíduo, cujo intento é a morte de forma consciente e intencional. Além disso, constitui-se como um fenômeno complexo, de caráter violento, ou seja, um evento intencional que corresponde às causas externas de mortalidade representado na Classificação Internacional de Doenças (CID); agressivo, e de forte impacto na sociedade
Com a estimativa de uma morte a cada 40
segundos, a mortalidade por suicídio varia de acordo com o tempo e espaço. Para
o ano de 2020, estima-se um aumento de 50% na incidência anual de mortes por
suicídio em todo o mundo. No Brasil, entre os anos 2011 e 2015, foram
registradas 55.649 óbitos, com taxa geral de 5,5/100 mil habitantes, com
destaque para altas taxas de na população economicamente ativa – 7,9/100 mil
habitantes em indivíduos entre 40-49 anos, refletindo diretamente em
indicadores que retratam as mortes ocorridas precocemente, como os Anos
Potenciais de Vida Perdidos (APVP)
Os transtornos mentais mais comumente associados ao
comportamento suicida são: depressão, transtorno de humor bipolar, dependência
de álcool, uso de substancias psicoativas e certos transtornos de personalidade,
esquizofrenia.
O panorama da mortalidade por suicídio no Brasil é preocupante,
principalmente em regiões em que se observa uma elevação na taxa de mortalidade
no decorrer dos anos. No Nordeste, a taxa de mortalidade variou de 2,3 para
4,49/100mil habitantes entre os anos 2000 e 2015. Entretanto, as semelhanças e
disparidades entre as diversas regiões estimula a necessidade de políticas
públicas que possam atender as características de cada região
Considerando
a comunicação uma ferramenta importante para fortalecer laços sociais,
entretanto, é de grande relevância observar frequentemente a criança ou o jovem
que podem dar sinais sutis de que precisa de ajuda.
Fatores de alerta que merecem
atenção:
Falta
de suporte social e sentimentos de isolamento social; Sofrimento e inquietações
sobre a própria sexualidade.
Irritação ou agitação excessiva da criança ou
adolescente; Sentimento de tristeza, baixa autoestima e impotência; Relatos de
violência psicológica (humilhação, agressões verbais), física, sexual ou
negligência; Problemas de saúde mental da criança, do adolescente e/ou de seus
familiares, especialmente a depressão e ansiedade; Uso de álcool e/ou outras
drogas; Histórico familiar de suicídio; Ambiente familiar hostil;
O que fazer?
Fale
com as pessoas de apoio sem acusa-las ou faze-las sentirem-se culpadas
Fale
com o paciente e explique que algumas vezes é mais fácil falar com um estranho
do que com uma pessoa amada, para que ele ou ela não se sinta negligenciado ou
ferido.
Compromisso,
sensibilidade, conhecimento, preocupação com outro ser humano e a crença de que
a vida é um aprendizado que vale a pena - são os principais recursos que os
profissionais de saúde primária têm; apoiados nisso eles podem ajudar a
prevenir o suicídio.
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amigo/colega seu.
Bons estudos e até a próxima!
Escrito por, Joelson Sales dos santos
Referencias:
https://www.fiocruzbrasilia.fiocruz.br/wp
content/uploads/2020/05/cartilha_prevencaosuicidio.pdf
https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_isoref&pid=S1413-81232020000200633&lng=pt&tlng=pt
https://www.who.int/mental_health/prevention/suicide/en/suicideprev_phc_port.pdf
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