Abuso do álcool e o Impacto na saúde.

 

O alcoolismo é considerado atualmente um dos principais problemas de saúde pública no mundo e também um importante fator de risco para doenças crônicas não transmissíveis, entre elas câncer, doenças cardiovasculares, doenças transmissíveis ( HIV AIDS  e tuberculose), violência e lesões por acidentes.

O nível mundial de consumo de álcool em 2016 foi 6,4 litros de álcool puro por pessoas.

O uso de álcool constitui a terceira causa de mortalidade que poderia ser prevenida.

No Brasil, cerca de 21,4% da população nunca ingeriu bebidas alcoólicas e aproximadamente 40|% consumiram nos últimos 12 meses. Entre os brasileiros que beberam neste período, os homens são a maioria 54%, versus 27,3% das mulheres.

O consumo estimado no brasil em 2016 foi de 7,8 litros de álcool per capita.

Para a OMS, a prevenção e redução do uso nocivo do álcool devem ser tratadas como prioridade e a organização destaca a necessidade dos países concentrarem mais esforços nas áreas- alvo recomendadas na estratégia global para a redução do uso nocivo de álcool

Teorias

Foram levantadas as diferentes teorias que estudam o alcoolismo para se chegar a uma compreensão clara do problema, o que abriu espaço para a construção da visão do uso do álcool como um habito adquirido.

Não existe fator isolado que possa predizer quais indivíduos apresentam maior risco de desenvolver dependência do álcool, pode está relacionado a quantidade e frequência do uso do álcool, a condição de saúde do indivíduo e fatores genéticos, psicossociais e ambientais.

Na realidade, diversos fatores em conjunto determinam as condições para o aumento progressivo do seu consumo, criando a base para o desenvolvimento da dependência.

A motivação inicial para o uso do álcool e outras substancias deve-se, em parte, aos efeitos dessas substancias no comportamento, no humor e na cognição. As mudanças subjetivas decorrentes desse consumo podem ser experimentadas como muito prazerosas por algumas pessoas e leva-las ao uso repetido.

A maioria dos pacientes inicia o uso do álcool precocemente. Os primeiros episódios de intoxicação costumam aparecer na adolescência e a dependência desenvolve-se mais comumente entre os vinte e quarenta anos de idade. O abuso e dependência de álcool acarretam problemas sociais, legais, financeiros, no trabalho , na escola e nas relações interpessoais, além de estarem relacionadas a doenças gastrointestinais, cardiovasculares, endócrinas, imunológicas e neurológicas .

De uma forma geral, a dependência a diferentes substancias apresenta critérios semelhantes, listados na introdução. Os indivíduos dependentes de álcool necessitam de uma grande quantidade diária de álcool para funcionamento adequado. Quando não fazem, apresentam sintomas de abstinência, frequentemente deixam de cumprir as obrigações de forma adequada, com atrasos ou faltas ao trabalho e conflitos familiares

 

REF.

https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=5649:folha-informativa-alcool&Itemid=1093

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